Radioactividade na cidade de Tondela
 

Trabalho elaborado por

Ana Pinho, Bruno Marques, Cláudia Coimbra e Filipa Figueiredo
12.º C - 2009/2010

 

A radioactividade é um fenómeno que tanto pode ser natural como artificial, sendo certo que, em ambos os casos, algumas substâncias ou elementos químicos, denominados radioactivos, conseguem emitir radiações e têm a propriedade de impressionar placas fotográficas, ionizar gases, produzir fluorescência, atravessar corpos opacos à luz ordinária, etc.

As radiações emitidas pelas substâncias radioactivas são principalmente partículas alfa, partículas beta e raios gama.

A radioactividade é uma forma de energia nuclear muito usada na Medicina, nomeadamente na radioterapia, consistindo esta no facto de alguns átomos, como os do urânio, rádio e tório, serem “instáveis”, emitindo constantemente partículas alfa, beta, gama e raios X. O urânio, por exemplo, tem 92 protões. No entanto, através dos séculos vai perdendo-os na forma de radiações, até terminar em chumbo, com 82 protões estáveis.

É devido ao facto de estes elementos demorarem demasiado tempo a emitir radiações, até se tornarem estáveis, que se tornam muito perigosos para a nossa saúde. Isótopos com tempo de meia-vida ajudam na cura de muitas doenças, como já foi dito, essas radiações ionizam os tecidos humanos levando à morte das células do organismo.

Um dos produtos, por exemplo, do decaimento radioactivo do Urânio-238 é o gás radão, que é um gás que é emitido por muitas rochas. O radão (elemento químico de símbolo Rn e número atómico 86) pertence ao grupo dos gases nobres e, por ser um gás nobre, difunde-se muito facilmente em ambientes de convívio humano como as construções, o solo e a água. E é por isso que está tão presente nas nossas vidas, podendo ser a causa de algumas doenças que aparecem em virtude de decair em átomos de chumbo, que depois de inalados acumulam-se nos pulmões, provocando cancro. 54% das radiações a que estamos sujeitos ao longo da vida são devido a este gás.

Existem muitas unidades que medem a actividade de uma fonte radioactiva, sendo que a do Sistema Internacional é o becquerel, a qual corresponde a uma cintilação por segundo, mas também existem outras como o Curie, que era a mais utilizada antes de se usar o becquerel, e, por exemplo, o Cpm que corresponde a 60 Bq.

Com a realização de pesquisas sobre este tema, surgiu-nos a ideia de que poderíamos realizar um estudo de radioactividade na cidade de Tondela, algo que veio a suceder.

Depois de realizadas as medições, e estudados os resultados das mesmas, elaborámos um mapa demonstrativo dessas mesmas medições, o qual passará a estar disponível neste artigo, para que todos os interessados possam inteirar-se da radioactividade existente na cidade de Tondela. E quando a comparamos com o resto do País, chegamos à conclusão de que nos encontramos a viver numa das zonas mais radioactivas de Portugal Continental.       

 

Figura 1 – Radioactividade em Portugal Continental

 

Figura 2 – Radioactividade na cidade de Tondela

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